
LIVROS
Trabalhos autorais de
Claudia Cristina de Oliveira



01
O Humano sem Higiene Mental
Feliz é aquele que ricamente percebe a ilusão do confinamento que um jogo de banco imobiliárioestimula seus jogadores a perpetuar.
No desafio de fadiga mental, há um propósito de igual proporção, até que se desista pelo cansaço, pela falência ou pelo tempo de jogo, sem uma tutoreada saída da monotonia de casas repetitivas, sem o desprender do imenso patrimônio efêmero conquistado. A vida é um encontro com a verdade subjugada.
O que veio em sua mente agora? Você conhece o banco imobiliário? Talvez, não. Mas com certeza conhece a corrida dos camundongos nas rodinhas de suas gaiolas, assim como as prisões mentais de limitações distintas, na individualidade e pessoalidade, que nos acostumamos a ignorar.
Ao ler este livro, você conhecerá o jogo, você conhecerá os sintomas dos camundongos. Mas não pelos sentidos do jogador ou do animal, e sim com o seu próprio conselheiro interno. A autora leva você a estimular sua barreira de razão e lucidez, entre saúde mental superficial e intensa, e convida aos deleites de quem aprende e se diferencia a fazer uma higiene mental profunda. Não para contextualizar o desafio cotidiano, mas para protagonizar o compromisso com vida, na imagem e semelhança de um HUMANO COM HIGIENE MENTAL.
© 2025 Editora Appris



02
Quem Sou na Fila do Silêncio
Uma vereda de vasto plantio é assolada pela chuva em demasia, isso constrói e destrói, como uma antítese: uma figura de linguagem incompreendida no seu significado.
A ordem e o caos são parte de um prisma, que, em sua capacidade de reflexão, revela as cores do arco-íris como o essencial.
Uma cor não é nada fora do espectro de luz, assim como um humano não pode ser constituído fora da experiência terrena.
Mas o propósito dessa caminhada não é uma aventura desconexa. Permanecer em estado de eterno retirante garante os infortúnios.
O passo largo já é necessário, diante do grave espinho que agora brilha mais que as flores, na erva daninha mentalmente criada e que forma a realidade em todo o seu espectro.
O sofrimento assola como a tempestade que fere sem perdão, o que, em casa de argila, construiu abrigo. A argila era de areia livre.
A prisão, que, consequentemente, limita a ordem psíquica, não é só uma metáfora poética; é escandaloso até para os olhos de quem observa sem se inteirar do mesmo estado.
Tudo tem uma esperança, mas o nada também provém da mesma força. Tudo ou nada: é somente nesse ímpeto que podemos dar um passo rumo à compreensão do que os grandes mestres já deixaram como legado.
Pois, sem o movimento repentino embalado pela dor, que parece ser a forma humana de atuar, iremos deixar transcorrer a oportunidade severa rumo ao desenvolvimento da personalidade.
E, hoje, já podemos até classificar, teoricamente, em um estado coletivo de desorganização psíquica, que acarreta a desfragmentação e o distanciamento de quem somos.
Não se trata de pessimismo, é de urgência: da consciência sobre o barulho literal que ouvimos na mente, um diálogo interno, um algoz que retrata a terceira guerra mundial e que libera as mazelas.
Somos sobreviventes de um dia, após o outro, e que persiste por gerações. Imploramos pelo remédio, cuja fórmula este livro também é impossibilitado de apresentar, por não se tratar de um livro de autoajuda.
É uma reflexão. Um chamado à memória de uma promessa pessoal, intransferível. Um convite para lembrar que, embora tenhamos antecedentes monitorados, agora devemos atuar como protagonistas da vida.
© 2026 Editora Appris.
