Medo: do que realmente temos medo?

Uma reflexão sobre o medo, aquilo que tememos finalizar e o que ainda podemos estar tentando preservar ou liberar.
Do que realmente temos medo?
A beleza de uma Constituição de um país está naquilo que permanece, no bem-estar que pode promover no presente e nos efeitos que seus princípios podem produzir nas gerações futuras.
Com o medo, podemos fazer uma associação semelhante.
Se um sofrimento passado deixou, em seu tempo, marcas físicas e psíquicas, as gerações posteriores podem associar-se a essas dificuldades e, no presente, buscar, inconscientemente, um distanciamento, constituindo parâmetros de bem-estar.
Outro exemplo que pode ajudar na compreensão do que realmente temos medo é quando uma fruta cai de sua árvore frutífera e estabelece com o chão uma relação de apodrecimento.
Embora seja um ciclo natural, para a fruta, a fonte nutridora do amadurecimento e do estímulo à vida está associada à planta que a beneficia.
Enquanto a terra que acolhe o fruto caído está associada ao estímulo da morte, da finalização.
Em nossa mente, o medo pode estar evidente pela associação com a finalização de um ciclo, de um modo de se perceber, de uma aproximação para liberar algo que constitui a comodidade e a presença de um fator que acolhe.
E você, se vê com medo onde?
O que teme finalizar?
O que teme liberar?



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