O Inconsciente: O Guardião Silencioso do que Você Esqueceu (mas Ainda Sente)
- Cláudia Oliveira
- 9 de jun. de 2025
- 2 min de leitura

Quantas vezes você sentiu algo que não sabia nomear?
Uma angústia súbita, um vazio que aparece do nada, uma reação exagerada a algo aparentemente simples. Você pode não lembrar o motivo, mas o corpo e a alma lembram. Isso se chama inconsciente, uma instância psíquica que não se vê, mas que se expressa com precisão.
A psicanálise parte de uma escuta que reconhece: o que está reprimido nunca está inativo. Ele continua ali, como um guardião silencioso que protege memórias, dores e desejos que foram afastados da consciência, mas não do viver.
O que é o Inconsciente?
Não é preciso ter lido Freud para sentir seus efeitos. O inconsciente é aquele lugar simbólico onde ficam guardadas experiências que não foram processadas, palavras que não foram ditas, dores que não puderam ser sentidas por inteiro.
Ele aparece nos sonhos, nos sintomas, nos lapsos, nas repetições. Ele aparece quando você diz "não sei por que fiz isso",mas fez.
É como uma sala trancada dentro de nós. Não temos a chave, mas sentimos o que pulsa lá dentro.
Esqueci, mas continuo sentindo
Há dores que o tempo não resolve. Apenas reorganiza.Há traumas que não se lembram, mas cujas marcas emocionais continuam agindo, moldando nossas escolhas, sabotando relações, criando sintomas físicos e emocionais.
O inconsciente é esse lugar onde o passado continua presente, onde o que foi demais para ser vivido retorna em forma de sintomas, sonhos ou angústias.
A psicanálise como escuta do que já fala
A psicanálise não força a lembrança. Ela não oferece respostas prontas.Ela escuta aquilo que já está sendo dito, mesmo que de forma cifrada.Ao contrário de terapias que buscam resolver comportamentos, a psicanálise busca decifrar sentidos. Porque nem tudo que dói precisa de solução, mas precisa ser escutado.
O inconsciente guarda, mas também aprisiona
Muitas vezes, é no silêncio do consultório que esse guardião começa a soltar suas chaves.É nesse espaço de fala livre, sem julgamento, que o que foi calado ganha voz.E nesse gesto de nomear, algo se transforma.Não se trata de lembrar com clareza, mas de abrir espaço interno para que o que estava enclausurado encontre saída.
O inconsciente não é um inimigo.
Ele é um território fértil. Um lugar de potência, de reencontro com partes suas que ficaram congeladas no tempo.
Escutá-lo é um ato de coragem.
É fazer as pazes com o que você ainda sente, mesmo sem lembrar.
Quer escutar o que sua alma já está dizendo?
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