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Como estou fazendo um favor para minha mente?

Se você nunca se perguntou por que faz e como faz favores para sua mente, tente ficar um minutinho nesse pensamento que aqui deixo como reflexão. Uma reflexão para ajudar a despertar a maior das dádivas humanas: pensar.



Como estou fazendo um favor para minha mente?

No decorrer dos anos de uma criança, a intensa interação com o mundo está ligada ao aprendizado cognitivo.

No entanto, para um adulto, as interações com o mundo não são tão intensas, justamente porque a mente adulta não está mais em formação.

Mas, mesmo assim, formação e informação estão associadas diretamente à forma como pensamos.

Veja, caso um adulto se mantenha em um contexto primário de observação do mundo ao seu redor, sua mente se manifestará reagindo e absorvendo informações cujos significados estejam dentro daquela aptidão. Em um estágio um pouco mais avançado de informações, ocorre um novo padrão de manifestação.

Isso equivale a dizer que, para um adulto isolado em uma ilha sem qualquer instrução, as aptidões desenvolvidas seriam as de interação e reação para a sobrevivência.

Possivelmente, no desenrolar de sua vida adulta, ele distinguir-se-ia dos demais animais por compreender os fenômenos vividos.

Os fenômenos vividos como parte do pensar

Seja prioridade ou não, um plano de como sobreviver é um dos pensamentos mais recorrentes na mente humana.

Sobreviver requer requisitos nos relacionamentos, em como ser um bom filho, em como ser uma boa mãe, em como ser um esposo ativo para a dinâmica familiar.

Outro requisito seria a vida profissional, em atuar naquilo que podemos produzir melhor ou, ainda, no que fazer para sermos mais competitivos no mundo capitalista.

Mas talvez o mais interessante do nosso pensar seja quando estabelecemos uma busca além do que aprendemos a repetir.

Como exemplo: quem sou quando penso?

Qual fenômeno acontece em minha mente quando penso?

Por que excesso de informação não é pensar?

Quando me referi, em meu primeiro livro “O Humano sem Higiene Mental”, à necessidade de uma higiene mental e de uma higiene mental profunda, trouxe à tona essa pergunta.

Uma vida de terapeuta é, diariamente, estar em contato com o sofrimento mental humano, que se qualifica como a busca da verdade sobre si mesmo. E posso afirmar: é dolorido.

Pois encontrar uma luz no fim de um túnel é o mesmo que ver essa possibilidade sem nunca sequer se perceber dentro de um trem.

Você literalmente sabe qual é a visão do fim de um túnel estando dentro do último vagão de um trem?

Portanto, temos muita informação. Mas onde está a resposta, senão em pensar para responder quem sou no momento em que estou sem a visão da luz?

O que fazer de favor para minha mente?

Já pensou o que é fazer um favor mental?

É uma ajuda, uma contribuição de alívio na carga. É dividir em frações as possibilidades de desenvolvimento. É deixar a clareza permanecer como estado prioritário.

Será que pensar sem o modo de sobrevivência e sem o modo de apenas absorver informação não seria uma resposta?

Será que pensar sem acreditar que o amanhã seja uma declaração de insucesso não sugere uma leveza?

Será que hoje posso ser mentalmente saudável quando me disponho a dar de favor para minha mente um pensar associado a uma mente universal que ressoa com a ordem e não com o caos?

O limiar de uma resposta na unicidade de sua mente

Sempre que leio um post ou um artigo, quero uma resposta. Este me indaga.

Portanto, sei que agora não me cabe achar uma resposta. Cabe a mim caminhar com meus próprios pés.

Como uma toupeira que, quase cega, busca no mundo subterrâneo sua aptidão ímpar de associar-se com outros sentidos para encontrar o túnel que leva à visão de navegação.

Busca de minha navegação denominada vida.

Que essas indagações e reflexões permitam dizer a você, caro leitor, que ser escritora é, para mim, mais do que dizer que me chamo Cláudia Cristina de Oliveira.

É dizer que, na sua leitura, me chamo também aquela que observa a mente humana.

Como terapeuta, atendo presencialmente em Londrina e online.

Em breve, lançamento do livro “Quem sou na fila do silêncio”, também pela Editora Appris.

Aqui neste site você pode baixar gratuitamente um ebook:




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