Longevidade e Saúde Mental: estamos aprendendo a viver mais ou a viver melhor?
Aqui, você pode refletir comigo sobre um pensamento: como a humanidade tem pensado na longevidade, muitas vezes desconsiderando, como parte central dessa busca, a importância de cuidar da mente.
Afinal, seria a saúde mental relevante para a longevidade?

Seria a saúde mental relevante para a longevidade?
Algumas vezes, quando pensamos em saúde mental, podemos estar considerando sua relevância para nos tornarmos idosos saudáveis.
Mas será que viver mais é suficiente?
Ou precisamos também pensar sobre como estamos vivendo enquanto a vida acontece?
Quando observamos as redes sociais, parece que estamos diante de uma busca incessante por respostas prontas.
Não que as plataformas pensem nisso com seriedade, mas os influenciadores de plantão descobriram que esse pode ser um meio de conquistar seguidores, oferecendo a eles uma política de bem-viver e seus benefícios.
Se os benefícios de uma vida longa são apresentados como meios atrativos, podemos fazer mais uma pergunta reflexiva:
Onde podemos encontrar respostas reias da longevidade e saúde mental?
E ainda:
Ainda, os mais jovens estão com a saúde mental em sua melhor perfomance?
Hoje, encontramos uma grande oferta de produtos e recursos destinados a proporcionar mais calma, sono, disposição, atividade sexual e suplementação.
Por que estamos adquirindo o ser calmo?
Somos agitados e estressados?
Por que estamos adquirindo um sono mais renovador?
Somos cheios de pensamentos persistentes que se desencadeiam em sofrimento?
Por que estamos adquirindo disposição?
Somos exaustos de sustentar a sobrecarga emocional?
Por que estamos adquirindo o sexualmente ativo?
Somos parceiros em busca de potenciais no prazer e pouco configurados para nos dispor ao lado de um companheiro?
Por que estamos adquirindo suplementos?
Somos performáticos na estética e possuidores de fobias diante da velhice?
Nossa alimentação artificial ganha estúdio de fotos para ser comercializada, enquanto nossas fontes naturais estão quimicamente feridas?
Compreensão de Longevidade
Não podemos afirmar que compreendemos a vida longa e saudável.
Muitos de nossos idosos dizem que a fadiga física e emocional é comprometedora com a chegada da idade.
Alguns se consideram felizes, mas empobrecidos pelo medo de a vida dar continuidade aos seus ciclos naturais, chamando a atenção para aquilo que sabemos sobre apego e amor.
Viver mais também significa atravessar perdas, mudanças, envelhecimento, despedidas, transformações do corpo, relações que se modificam e novas formas de compreender a própria existência.
Por isso, talvez seja necessário ampliar nossa compreensão sobre longevidade.
Viver mais não significa necessariamente viver melhor.
A longevidade também pode nos perguntar:
Como estamos vivendo?
Compreensão de Saúde Mental
Se você, leitor, buscar no dicionário ou, hoje, na conhecida "IA", encontrará uma definição teórica de saúde mental.
Pois muitos estão encontrando fórmulas genéricas para alcançá-la.
E eu, como terapeuta e escritora que investiga a experiência humana, não poderia contribuir com mais uma definição por acréscimo.
O que posso afirmar é que cada ser humano possui dentro de si uma magia pessoal, ignorada, por vezes, na busca por encontrar equilíbrio na vida.
O equilíbrio, não estando na vida, sabemos o que enfrentar e encontrar desde a mais tenra idade até aquela que permitimos chamar de vida longa.
E talvez seja justamente aí que a saúde mental encontre uma dimensão que não cabe em fórmulas prontas.
Não se trata apenas de buscar tranquilidade.
Não se trata apenas de dormir melhor.
Não se trata apenas de ter disposição.
Não se trata apenas de manter o corpo ativo ou alcançar determinado padrão de desempenho.
Trata-se também de compreender como pensamos, sentimos, nos relacionamos e atravessamos a própria experiência de viver.
A saúde mental, quando observada por esse caminho, deixa de ser apenas uma definição e passa a ser uma investigação sobre a própria experiência humana.
E o equilíbrio não está simplesmente pronto na vida.
Nós sabemos o que precisamos enfrentar e encontrar desde a mais tenra idade até aquela idade que permitimos chamar de vida longa.
Uma pergunta sobre viver, não apenas sobre sobreviver
Gosto de trabalhar com perguntas.
Gosto de observar a vida em meu consultório.
Gosto de observar o meu sentir nas dores e entender meus conflitos.
Gosto de escrever com perguntas.
Talvez porque algumas perguntas não tenham como objetivo nos entregar imediatamente uma resposta.
Elas podem apenas nos colocar diante de nós mesmos.
E talvez pensar em longevidade e saúde mental seja também pensar nisso:
Estamos aprendendo a viver mais ou a viver melhor?
Eu sou Cláudia Cristina de Oliveira.
E, assim como você, gosto de viver e não sobreviver.





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